Francisco Maia & Associados
   

Precisam-se de engenheiros

Publicado em 16 de dezembro de 2007 - Advogado/Engenheiro Francisco Maia Neto

No dia 11 de dezembro comemora-se o Dia do Engenheiro e, no dia 13, o Dia do Engenheiro Avaliador e Perito de Engenharia, o que nos faz refletir sobre o presente momento, cujo campo de trabalho, após décadas de estagnação, está em franca expansão.

Ao contrário da maior parte de outros segmentos, a oferta de estágios, trainees e empregos com alta remuneração é vasta, no entanto, o mercado já encontra dificuldades, tendo em vista que faltam profissionais para o preenchimento das vagas. Uma das razões para tal é o desestímulo que acompanhou o ingresso no curso nas duas últimas décadas, gerado principalmente pela falta de investimentos em infraestrutura no país.

Após o reaquecimento da economia, o controle da inflação e a queda nos juros, o setor imobiliário voltou a ser bastante movimentado e as previsões para a área são otimistas. A expectativa é de que tal mercado crescerá acima da média da economia, somando-se a isso as altas aplicações que serão feitas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que em 2007 foram, inclusive, abaixo do inicialmente previsto. Se os valores aplicados tivessem sido fiéis ao originalmente projetado, o setor sentiria essa escassez de forma mais profunda.

Outro fator preocupante, além da dificuldade no preenchimento das vagas, é o baixo conhecimento técnico demonstrado por muitos dos recém-formados. Assim, os profissionais de destaque, sobretudo os de larga experiência, são bastante disputados, inflacionando, em consequência, o mercado profissional. O Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea) preparou uma pesquisa sobre o mercado de trabalho para os engenheiros e os tecnólogos no país, onde se pretende indicar novos rumos para a modernização de educação da Engenharia no Brasil.

Segundo dados da ainda inédita pesquisa, alguns dos principais critérios para a contratação de novos engenheiros são a experiência, o conhecimento específico e a capacidade de relacionamento e liderança; por outro lado, diz ainda a pesquisa, não se contratam, principalmente, profissionais arrogantes e com má formação acadêmica. Profissionais muito cobiçados pelas empresas são aqueles que conseguem soluções criativas e originais para as dificuldades que surgem no cotidiano, e que se capacitam cada vez mais por iniciativa própria.

O trabalho é um grande mapa crítico-analítico da área de engenharia em nosso país, que traça diversas críticas ao ensino desenvolvido pelas instituições formadoras e aponta dados sobre as empresas e a absorção dos profissionais e colhe a opinião destas sobre seus técnicos. Por meio dele, quem pretenda formar-se na área poderá analisar o que é mais importante para seu futuro profissional e buscar a instituição acadêmica que lhe ofereça o almejado.

Todo esse momento feliz para a engenharia brasileira coincide com dois fatos importantes programados para o ano de 2008, quando o país sediará, no início do mês de dezembro, o 3º Congresso Mundial de Engenheiros e o 2º Congresso Mundial de Avaliações, na cidade de Brasília.

Para os que estão prestes a se formar ou que pretendem seguir a carreira de engenheiro ou tecnólogo, o quadro está traçado, uma vez que o fenômeno da grande oferta atual de empregos não é uma bolha. Cabe agora saber aproveitar as oportunidades do mercado e garantir uma formação sólida, aliando a prática à teoria, criatividade e capacitações diversificadas, afinal, as ofertas de emprego estão por toda parte, porém é preciso interpretá-las como algo mais que um simples “precisam-se de engenheiros”

 

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