Francisco Maia & Associados
   

Valorização olímpica

O anúncio da realização dos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro, o primeiro que irá acontecer em uma cidade da América do Sul, fez com que as atenções de todo o mundo se voltassem para aquela que já é o cartão postal do Brasil, tida como uma das mais belas do mundo.

O fato de ser recordista como destino dos turistas estrangeiros já faz do local um grande atrativo para o investidor imobiliário, mas o conjunto de obras e melhorias a serem realizadas já pode ser notado na cidade, embora todos reconheçam que ainda estejam carregados pela forte especulação.

Um dos lugares que mais tem atraído atenção é a ainda pouco conhecida Av. Abelardo Bueno, na Barra da Tijuca, onde irá ser construída grande parte dos ginásios e arenas que irão abrigar diversas modalidades esportivas a serem disputadas durante os jogos olímpicos.

Essa avenida vem ganhando espaço no mercado imobiliário carioca desde o início do ano de 2000, com a construção da Linha Amarela, que fez saltar o preço dos terrenos, o que se espera venha acontecer agora, com a chegada do metrô de superfície e do corredor de ônibus, fazendo com que se torne tão conhecida como as avenidas Nossa Senhora de Copacabana ou Atlântica, ícones da cidade.

Embora toda a cidade vá sentir os efeitos dos jogos olímpicos, cuja tendência é de valorização generalizada, o projeto urbanístico será um legado para a cidade. Especialistas apontam que, além da Barra da Tijuca, que abriga 70% dos lançamentos imobiliários da cidade, a zona portuária será a mais beneficiada no setor.

Essa movimentação ocorre exatamente num momento extremamente propício, em função do cenário macroeconômico, que combina inflação sob controle e juros em queda, o que atrai a atenção dos investidores, cujo coroamento é a realização das Olimpíadas.

Em função das características geográficas da cidade do Rio de Janeiro, que se espreme entre a Mata Atlântica e o mar, as avenidas das Américas e Ayrton Senna, ambas na Barra da Tijuca, também despontam como vetores de crescimento, especialmente como destino para os 24 mil quartos de hotel necessários para cumprir as exigências do Comitê Olímpico Internacional.

Nesse sentido, a prefeitura anunciou a flexibilização da legislação de uso e ocupação do solo, visando permitir a construção de hotéis com mais de três andares, além da concessão de incentivos fiscais.

Espera-se que todo esse espectro de mudança faça com que o Rio de Janeiro seja como Barcelona, cidade modelo nos benefícios trazidos com as olimpíadas, e não como Atlanta, preparada apenas para os jogos e hoje sem qualquer herança daquele período.  

 

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