Francisco Maia & Associados
   

O dilema das infiltrações

Vazamentos e infiltrações em imóveis são  problemas que comumente tiram o sono dos moradores, tendo em vista a dificuldade da localização e identificação de suas causas, assim como os transtornos causados para efetuar seus reparos, uma vez que na maioria das vezes são praticamente invisíveis em sua origem, sendo muito difícil precisar o local do reparo.

Ao mesmo tempo, os vazamentos demandam ainda agilidade para realizar o conserto, evitando contas de água exorbitantes, bem como estragos de pintura e em marcenaria provocados pela água. Por este motivo, usualmente opta-se por quebrar piso ou parede nos locais de suspeita para tentar estancar a causa do vazamento o quanto antes, porém, em razão da dificuldade na identificação do vazamento, é comum que mais de um ponto  tenha que ser quebrado até que se identifique a origem do vazamento, o que causa ainda mais transtornos e frustrações para o proprietário durante o processo de reparo.

Por esse motivo, a investigação para identificação do local do vazamento deve ser realizada por profissionais experientes, que conheçam a dinâmica dos sistemas hidráulicos da edificação. Cabe a estes profissionais elaborar um planejamento para investigação, para que de forma célere e ordenada, restrinjam-se as possíveis causas e locais do vazamento, reduzindo-se à área que irá sofrer a intervenção invasiva e, consequentemente, os transtornos causados para  recuperação da tubulação.

Nesse sentido, podemos citar o exemplo de um pequeno vazamento que se manifestava no piso do box de um banheiro, que  levava à suspeita de ser originário da tubulação, entretanto, testes realizados indicavam outras hipóteses , de forma que após algum estudo descobriu-se que o vazamento era causado apenas pelo fato de estar o chuveiro mal encaixado, que pôde ser resolvido simplesmente com a substituição da fita “veda-rosca” utilizada, evitando, nesta ocasião, quebra da parede, o que seria ineficaz, além de extremamente onerosa, posto que neste caso este banheiro era todo revestido em mármore.

Já em outro caso que nos foi relatado, a identificação do local do vazamento se deu a partir da pressurização com gás carbono na tubulação e a escuta, com aparelho próprio, dos ruídos dos canos, até o encontro do exato ponto do local do vazamento.

Todavia, antes de se recorrer a um serviço especializado, como neste último exemplo, é possível fazer alguns testes simples para se verificar se há ou não vazamentos na edificação, sugerindo como primeira providência a verificação do nível da caixa d’água, que deverá começar pelo fechamento de todas as torneiras por um determinado período, assim como o registro de alimentação do abastecimento , marcar o nível da água parada na caixa e esperar algumas horas. Caso o nível baixe nesse período, conclui-se que há vazamento, ainda que mínimo, que pode ser um registro de torneira em mau funcionamento, que causa “pinga-pinga”, ou algo mais grave, como o vazamento de uma tubulação.

Já em bacias sanitárias com caixa acoplada é possível colocar um corante na água reservada da caixa e verificar se passa para o vaso. Caso passe, identifica-se o vazamento, que irá exigir um reparo do mecanismo de vedação.

Fora estes testes, deve-se sempre prestar atenção nas contas de água e em eventuais manchas e sinais nas paredes e fachadas das edificações que, caso surjam sem motivo, podem indicar a presença vazamento, sugerindo ainda que se realize uma inspeção tátil, sobre a superfície onde suspeita-se dessa ocorrência, para inspecionar pelo toque a existência de umidade na parede.  

Por fim, ainda que novas instalações não estejam livres dessas patologias, cabe destacar que as construções mais antigas são as mais sujeitas a vazamentos, principalmente aquelas com mais de quarenta anos, quando ainda se utilizavam tubulações de ferro galvanizado, que oxidam com o tempo e, por esta razão, estão fadadas a terem o sistema hidro sanitário substituído o mais rápido possível, prevenido futuros vazamentos que trazem tantos transtornos e causam prejuízos incomensuráveis. 

 

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