Francisco Maia & Associados
   

Sistema framing de construção

O nome desse sistema construtivo para edificações deve soar estranho para a esmagadora maioria das pessoas, mesmo aquelas ligadas ao mercado imobiliário, entretanto, aqui mesmo, na cidade de Belo Horizonte, uma distribuidora de produtos vendeu e executou seu primeiro projeto de uma residência totalmente construída pelo sistema “framing”.

Trata-se de uma expressão inglesa que também é conhecida como “steel frame” e seu significado é de uma “construção a seco”, ou seja, onde todos os elementos construtivos, desde a estrutura ao telhado, chegam prontos à obra, dispensando o trabalho artesanal que usualmente presenciamos em canteiros de obra.

Embora tratar-se de uma sistemática muito difundida em países do denominado primeiro mundo, especialmente nos Estados Unidos e Canadá, ainda é praticamente desconhecido em nosso país, embora seja uma iniciativa importantíssima à industrialização das construções.

 Neste segmento, o foco principal são as edificações unifamiliares, destinadas a uma única residência, que diferem das multifamiliares, popularmente conhecidas como prédios de apartamentos, que representam 60,00% do mercado de construção no Brasil, o que ajudará a racionalizar a obra, ao reduzir o desperdício de materiais e o tempo de construção.

Para se ter uma ideia da filosofia que impulsiona o sistema, estima-se que uma casa de 200,00 m² seja conhecida em um prazo máximo de quatro meses, uma vez que a estrutura é toda feita em quadros de perfis leves, em aço ou madeira, fechados em placas pré-fabricadas que, juntamente com o telhado, travam toda a edificação.

No que se refere aos custos, embora este seja o principal fator que impulsiona essas iniciativas pioneiras, pois a redução do valor dos insumos e a organização da indústria permite praticar valores competitivos, o metro quadrado de construção é semelhante ao custo da alvenaria tradicional.

Outra aplicação em que se destaca o sistema refere-se aos projetos de reformas e imóveis comerciais, como o caso de uma casa antiga na cidade de São Paulo, cujo pé direito alto permitiu a retirada do telhado e a construção de um segundo andar sem mexer na estrutura.

Construtores que aderiram ao sistema acreditam que ele poderá se popularizar a partir da adesão da classe média alta, embora acreditem na expansão dos negócios, uma função de uma agregação entre os diversos fabricantes, o que evita uma pulverização na escolha dos diversos elementos construtivos.

Por outro lado, especialistas em construções industrializadas advertem para a adoção de boas práticas construtivas, uma vez que a falta de cuidado com a escolha dos materiais e a má qualidade na execução pode comprometer a imagem da nova sistemática construtiva.

Além disso, observam que um entrave ao controle de qualidade e a diferenciação entre concorrentes decorre da ausência de novas técnicas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) sobre o assunto, muito embora, vale uma recomendação de caráter genérico, à partir de 2010 entrou em vigor a Norma para Desempenho das Edificações, que não distingue sistemas construtivos.

 

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