Francisco Maia & Associados
   

Energia solar

Dentre as várias discussões que a contemporaneidade nos traz, a otimização do aproveitamento das matrizes energéticas ocupa lugar destacado, e nesse contexto, em meio às diferentes formas de gerar eletricidade, a energia solar vem, cada vez mais, ganhando espaço em todo o mundo.

Consta-se que a história da utilização energia solar para fins específicos começou ainda na era antes de Cristo, quando, na Idade Moderna, um alambique solar foi construído, assim como uma cadeira solar, iniciando o processo de aproveitamento da energia solar para a geração de energia mecânica. No começo da década de 1910, foi inaugurado, por uma empresa britânica, um grande sistema solar de irrigação às margens do Rio Nilo, e em 1950, o marco definitivo para o aproveitamento da energia solar foi estabelecido, quando se descobriu que os materiais semicondutores expostos à luz do sol possuíam a capacidade de gerar energia elétrica.

A construção civil brasileira, em meio à tentativa de colaborar com um desenvolvimento sustentável do setor no país, não poderia ficar à margem de tal discussão, até porque os certificados de sustentabilidade concedidos às construções vêm fornecendo ao setor e à comunidade de forma geral discussões mais aprofundadas sobre alguns temas. Os termos “zeronet” e “auto-suficientes” tornaram-se obsessões em projetos, sejam eles empresariais ou acadêmicos, que visam que um prédio ou casa tenha condições de produzir a energia que venha a ser consumida por seus moradores.

Por diversos motivos, a energia solar ainda é uma opção custosa no Brasil em média, os gastos empregados são recuperados em 15 anos, além disso, a maioria dos equipamentos usados são importados, mas alguns sinais indicam que tal quadro pode estar mudando. Uma empresa localizada no ABC paulista iniciou a utilização de energia solar para atender toda sua área social, paralelamente, criou uma vertente de suas operações que se dedicará exclusivamente ao tema, tratando de projetos da área e da instalação de fotovoltaicos, painéis compostos de células solares que propiciam a captação da energia proveniente do sol. Existe, ainda, um projeto universitário na Universidade Católica do Rio Grande do Sul que estuda a viabilidade de produzir-se painéis de silício, atualmente provenientes do exterior, no Brasil.

Seguindo o exemplo da Alemanha, nação com maior sucesso no incentivo às fontes energéticas renováveis, pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina elaboraram projeto que mostra que o Brasil possui condições de, em 2012 ou 2013, equiparar o custo-benefício das energias solar e convencional, sendo um das medidas planejadas pelos pesquisadores, incluir a chamada “tarifa-prêmio”, isto é, um incentivo aos consumidores que adotem a energia solar.

Infelizmente, muitas vezes os estudos e pesquisas produzidas por nosso meio acadêmico não encontram grande receptividade no meio político brasileiro, restando a esperança de que o assunto poderá atrair as atenções dos novos líderes, seguindo a tendência mundial de prestigiar a chamada “energia limpa”.

 

 

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