Francisco Maia & Associados
   

Objeto de desejo

Publicado em 17 de fevereiro de 2013 - Advogado/Engenheiro Francisco Maia Neto

Constantemente presenciamos discussões saudáveis sobre qual tipo de imóvel é o mais desejado por adquirentes e investidores, haja vista ser esta uma decisão fundamental dos incorporadores quando se prepara um lançamento, podendo ser determinante para o sucesso ou fracasso de um empreendimento, existindo relatos clássicos de acontecimentos no passado, tanto de um lado como de outro.

Um caso de fracasso interessante ocorrido no início dos anos 80 diz respeito a um projeto de apartamentos de alto padrão tipo condomínio-clube, hoje um sucesso imobiliário, mas na época pouco procurado, pois esse tipo de comprador preferia adquirir uma casa com a privacidade que ela oferece e o quesito segurança não era observado, enquanto os filhos cultivavam o hábito de frequentar clubes tradicionais.

No campo da percepção correta da mudança de hábito dos compradores, são lembrados os lançamentos de apartamentos médios que eliminaram o quarto de empregada, em função de esses profissionais pararem de coabitar a casa dos patrões, ou os lançamentos dos apartamentos de dois dormitórios, ambos com suítes, e ainda a carência de apartamentos de um dormitório, voltados aos descasados ou solteiros adultos que desejam se mudar da casa dos pais.

São questões como essa que intrigam os atores que atuam no mercado imobiliário, na busca de encontrar os imóveis que apresenta maior potencial de valorização ou ainda aquele que apresenta maior demanda para locação e, foi pensando nisso que uma empresa paulista apostou ao realizar uma pesquisa junto aos compradores.

A empresa procurou levantar quais os imóveis residenciais mais desejados na região metropolitana de São Paulo, entretanto, os números podem ser aproveitados como um ótimo referencial, uma vez que a pesquisa compreendeu entrevistas com 612 potenciais investidores, e a primeira conclusão foi que 86% deles preferem adquirir antes da construção, os chamados imóveis na planta, 21% preferem na construção, 12% pronto e novo e 6% o usado.

A explicação para essa inclinação é utilizar a compra do imóvel como uma poupança, em função de a esmagadora maioria dos entrevistados possuírem idade inferior a 50 anos, onde se encontra 80% do universo pesquisado, o que sugere a utilização desse imóvel como ponto de partida para um investimento, buscando-se valorização ou renda com futura locação.

Outro dado importante refere-se ao tamanho dos imóveis, cuja área útil mais atraente situou-se entre 50 m2 e 69 m2, com 38% das preferências, seguido da área entre 70 m2 e 89 m2 (31%) e 25% entre 90 m2 e 109 m2, que foi o mesmo percentual para áreas maiores que 109 m2 e apenas 6% abaixo de 49 m2.

Por último, destacamos a questão do valor dos imóveis que os investidores desejam adquirir, quanto foi identificado um percentual de 50% por imóveis acima de R$ 500 mil e 48% entre esse valor e R$ 250 mil, o que indica uma esmagadora tendência por imóveis mais caros, demonstrando uma possibilidade de manutenção do aquecimento do mercado imobiliário, cada vez mais uma alternativa de investimento ou de renda futura.

   

 

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