Francisco Maia & Associados
   

Casas nano

A palavra nano soa familiar à uma geração ligada às novas tecnologias, devido a um minúsculo aparelho tocador de música, que faz grande sucesso entre os jovens, entretanto, certamente poucos sabem que esta palavra origina-se do vocabulário grego, e quer dizer “anão”, e na física, um nanômetro significa um milionésimo de milímetro.

 No mundo corporativo, a empresa indiana Tata Motors incorporou a palavra ao vocabulário automobilístico, ao lançar um carro por aproximadamente US$ 2.200,00, cujo nome é Tata Nano. Este foi destinado a cidadãos menos abastados dos países em desenvolvimento que não tinham condições de adquirir um automóvel, tendo como principal característica, a ausência de itens comuns aos veículos modernos, tais como ar-condicionado e air-bags, dentre outros.

 Seguindo estes mesmos princípios, outra subsidiária do grupo, a Tata Housing, lançou empreendimentos mobiliários compreendendo unidades a partir de 390 mil rúpias, moeda oficial da Índia, o que equivale a pouco mais de R$ 16.000,00, ou ainda, aproximadamente US$ 8.000,00, cujo primeiro projeto, com mil residências, será implantado em Boisar, subúrbio da cidade indiana de Mumbai, e terá instrumentos no entorno, com a construção de hospital, escolas, parques infantis e jardins.

 A unidade imobiliária mais barata compreenderá um apartamento com área de apenas 26,00 m², consistindo em um único cômodo, que abrigará em um mesmo espaço sala, cozinha e quarto, sendo que o adquirente terá a opção de escolher um modelo maior, com área de 43,00 m² e cozinha e quarto separados, cujo preço sobe para aproximadamente R$ 28.000,00 ou US$ 14.000,00.

Segundo os dirigentes da empresa, o produto mobiliário foi concebido para as populações de baixa renda, que encontram-se na base da pirâmide, e que por não conseguirem adquirir uma casa, acabam indo habitar as favelas situadas nas periferias das grandes cidades. Esta faixa populacional representa 48% da população indiana, que possui um déficit de 24,7 milhões de cidades, sendo 70,00% localizado no segmento de média e baixa renda.

Não obstante o valor extremamente reduzido das habitações, em nada se compara a casas de igual valor ou até mais baratas feitas em nosso país, onde, devido à necessidade, não existe reboque, laje no teto ou mesmo muros, ao contrário, pelas imagens divulgadas pela imprensa, são completas, totalmente acabadas, e até bonitas.

Não bastassem todas essas vantagens, segundo um diretor da Tata Housing, as residências serão ainda sustentáveis, segundo diretrizes do IGBC (Indian Green Building Council), apresentando um equilíbrio entre os edifícios e os espaços livres, compreendendo iluminação e ventilação em todos os apartamentos, espaços abertos amplos e acessíveis, além de reuso da água pluvial, similares aos mais modernos empreendimentos ecologicamente corretos.

Por tudo isso, se depender dos indianos, as famílias das camadas menos favorecidas da população poderão sonhar, em breve, em realizar o sonho da casa própria, acompanhada do carro zero, por um valor de pouco mais de R$ 20.000,00.

 

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