Francisco Maia & Associados
   

A Casa do Futuro

Muitos dos adultos de hoje em dia cresceram assistindo e invejando os personagens do desenho animado futurista “Os Jetsons”, afinal, a comodidade proporcionada por tantos aparatos tecnológicos, em especial Rosey, a simpática empregada-robô, deixaria nossa vida muito mais tranquila, contribuindo para uma maior harmonia dos lares.

Independente disto, casas futuristas deixaram de ser apenas parte da ficção e de nossa imaginação e já são parte da realidade de muitas edificações modernas, entretanto, as modernices são bem mais simples do que as imaginadas há alguns anos.

Em primeiro lugar, as residências de pessoas com alto poder aquisitivo são recheadas de equipamentos, como televisores de plasma e LCD, DVD, home theather, câmera digital, computador, laptop e celulares, mas não é a presença, ainda que abundante, destes aparelhos que caracteriza uma casa digital. A casa do futuro seria aquela onde todos os equipamentos são conectados, compartilhando conteúdo via internet. Para quem continua achando tudo isso muito fantasioso, pesquisa encomendada estima que a oportunidade de casas digitais podem mover cerca de um trilhão de dólares em 2012.

Neste sentido, produtos começam a alterar a dinâmica de alguns lares brasileiros. Em outubro, a HP trouxe ao Brasil um computador com monitor touch screen, isto é, sensível ao toque. Em Minas Gerais, já existem fábricas de set-top box, que permite que se navegue na internet após o set-top ser plugado na televisão. Os celulares, por sua vez, vivem sendo reinventados, afinal, um aparelho inicialmente imaginado para conversar, hoje pode controlar funções residenciais, como nos eletrodomésticos.

Uma das dificuldades para uma maior viabilidade deste quadro é a despadronização nos sistemas das mais variadas empresas de tecnologia. Paralelamente, paira a dúvida sobre qual aparelho irá funcionar como centro do armazenamento de conteúdo da casa. Empresas de informática e de televisores brigam por tal primazia, disputando o posto do cérebro da inclusão, no entanto, a recente disseminação da internet sem fio une as correntes como ponto básico, e os roteadores, que possibilitam a distribuição de internet entre vários computadores e laptops sem o uso de fios, são indispensáveis para uma casa aberta às novas tecnologias.

Outra questão vital para o modelo de casa digital é uma maior abrangência da internet com banda larga, uma vez que, com tantos aparelhos e enorme armazenagem de arquivo, uma internet lenta não possui chance de atender os desejos dos possíveis consumidores, proporcionalmente, a internet rápida não chega a 5% a população brasileira com banda larga em seus domicílios. Mas as cerca de 10 milhões de conexões banda larga em meados desse ano deixa-nos otimistas, tendo em vista que em 2001 eram menos de 350 mil, levando-se em consideração que, apenas cerca de 33% das 10 milhões de conexões citadas possuem velocidade superior a 1Mbps.

Diante dessa realidade, a casa do futuro, totalmente conectada, não está tão longe, o que não se pode estimar é a parcela da população que disponibilizará dos recursos necessários para possuí-la.

 

 

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