Francisco Maia & Associados
   

“A casa de emissão zero”

Usualmente o fim de ano é marcado por sucessivas notícias de chuvas fortes que geraram enchentes, desabamentos, perdas, desabrigados e mortes de pessoas ou mesmo famílias, cuja falta de estrutura de grandes cidades, aliada à omissão de políticas públicas eficazes baseadas em estudos divulgados e casos similares, colabora para as tragédias tão noticiadas pela mídia, no entanto, não podemos desprezar a força da natureza, haja vista a proporção inédita do volume de água despejada sobre nosso solo. Igualmente, não podemos ignorar tais fatos como sinalizadores das consequências cada vez mais sérias que o descaso do homem para com seu habitat vem causando, contudo, ainda que insuficientes, algumas inovações estão surgindo como opções ou diretrizes para uma nova relação homem-meio ambiente.

Em meados de 2008, houve, no Japão, uma demonstração de empresas de tecnologia nipônicas de algumas de suas criações em o que foi chamada de “casa de emissão zero”. Segundo o governo japonês, a casa é capaz de abrigar uma família com quatro integrantes sem causar impacto ambiental algum, através da ausência da emissão do gás carbônico, sendo a iniciativa parte dos esforços desse governo para ajuda o planeta a receber a metade das emissões do carbono até a década de 2050.

A moradia utiliza um gerador eólico e painel fotovoltaico, isto é, que transforma a energia solar em energia elétrica, as janelas, inclusive, contêm painéis de energia solar que não alteram a transparência dos vidros, e a energia produzida por tal sistema é quatro vezes superior à média das residências em geral, mas a casa não se resume a isso, ela está equipada com diversos eletrodomésticos. Um deles é o ar-condicionado, inúmeras vezes é apontado como um dos grandes vilões do consumo desenfreado de energia, que nesse caso possui sensores de calor que, após identificar a posição dos presentes no cômodo, lança seu ar frio em direção a eles através de ondas, existindo ainda uma máquina de lavar que não precisa se água para funcionar.

Este aparelho é, na verdade, um modelo três em um. O vestuário fica limpo após o contato com o ar, através da chamada ozonização. Entretanto, se a inovadora lavadora consome o dobro da energia da lavagem tradicional, ela consome apenas um quinto do processo de lavagem e secagem completo. Um modelo de televisão de uma das companhias é anunciado como um consumidor duas vezes mais econômico do que aparelhos concorrentes, sendo a espessura da tela de cristal líquido de apenas dois centímetros.

Quanto à qualidade dos produtos, podemos dizer que as empresas japonesas estão no caminho certo, restando, agora, fazer destas alternativas uma realidade economicamente viável para que a experiência se torne realidade e possa ser espalhada em todo o mundo.

 

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